Segmento das picapes médias promete renovação das pesadas; confira projeções e outras novidades do segmento
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| PROJEÇÃO TOYOTA HILUX |
Após longo marasmo, o segmento das picapes médias sofreu uma revolução em 2012, quando chegaram as novas gerações da Chevrolet S10 e Ford Ranger para tirar o atraso de anos. Somente a partir dali que passaram a concorrer em modernidade com a Toyota Hilux, lançada em 2005. Viraram referência, inclusive, ainda que a picape japonesa mantenha a vice-liderança do mercado. Só que agora é a vez da Hilux mudar de vez e, junto com ela, as rivais Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. O ciclo terá início em 2015 e vai até o ano seguinte, o que dará tempo para as rivais norte-americanas receberem um tapa.
Flagras no sudeste asiático e Oceania já pegaram a Hilux com menos disfarces, o que permitiu uma projeção apurada. Ter surgido como modelo final antes nessa parte do mundo e somente depois na América do Sul não se deu por acaso. A Tailândia é dominada por picapes médias e, tal como a Toyota, as novas L200 e Frontier também debutaram por lá. Por aqui, a Hilux só chegará no início de 2016, a fabricação começa no final de 2015 em Zárate (Argentina). A fábrica recebeu investimento de R$ 1,6 bilhão para expandir a capacidade e também produzirá a SW4 de nova geração.
Será uma mudança e tanto, nos moldes daquela de nove anos atrás. A Hilux vai ganhar elementos da chamada nova arquitetura global da Toyota (TNGA, ou Toyota New Global Architecture), que também será usada em carros de passeio e pela SW4. A Hilux, contudo, não vai se tornar monobloco como a nova picape média da Fiat e vai manter o estilo cabine sobre chassi da base atual IMV em razão da robustez e aplicações comerciais.Esse jeito de cria mutante entre carro de passeio e picape robusta ficará ainda mais na cara. É só olhar a estampa que logo entrega as semelhanças com o Corolla, em especial nos farois integrados à grade. O perfil manteve parte da assinatura do modelo atual, também evocado pelas enormes lanternas triangulares.
O motor 3.0 D4 continuará o mesmo, mas ganhará um incremento e tanto de potência e chegará próximo dos 200 cv contra 171 cv do atual. O 2.7 16V flex será apenas modificado para enfrentar os regimes rígidos de emissões. O que vai mudar é a transmissão. O câmbio manual de cinco marchas dará lugar a outro com seis, enquanto a antiga caixa automática de quatro velocidades será substituída por uma de cinco com opção de trocas sequenciais.
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| PROJEÇÃO: MITSUBISHI L200 |
Para quem esperava um estilo futurista nos moldes do conceito GR-HEV vai se contentar com uma Mitsubishi L200 Triton menos rebuscada que aquela de 2005, quando surgiu na Tailândia. Ficaram alguns toques, contudo. Se antes pareciam miúdos demais e aumentaram aos poucos, os faróis foram espichados ao extremo e fazem par com uma chamativa grade. Por enquanto, a Triton/L200 foi apenas flagrada na fábrica de Laem Chabang (Tailândia), mas a projeção já aponta o produto final.
Porção de tapas
Nesse meio-tempo, será a vez da Ford Ranger mudar até o final do ano que vem. Como apontam flagras feitos na América do Norte, a picape média ficará parecida com o conceito do utilitário Everest. Tal como a picape média, o utilitário esportivo para sete lugares será produzido na fábrica de Pacheco (Argentina) e está confirmado para o Brasil. Tal como as duplas rivais Chevrolet Trailblazer/S10 e Toyota Hilux/SW4, os utilitários da Ford terão frentes parecidas. Os faróis se estendem e ladeiam uma nova grade em destaque, bem diferente do estilo bold original.
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| PROJEÇÃO: FORD RANGER |




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